DRU: Votação dos destaques deve ser concluída hoje, 9

Câmara aprova texto-base da Desvinculação das Receitas da União

09/11/2011 - 6h16

Economia
Política

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada de hoje (9), em primeiro turno, o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga até 31 de dezembro de 2015, a Desvinculação das Receitas da União (DRU). Foram 369 votos a favor e 44 contrários. A DRU é um mecanismo que permite ao governo utilizar livremente 20% das receitas da União provenientes de impostos e contribuições.

Os deputados devem concluir, em sessão extraordinária, hoje de manhã, a votação dos destaques apresentados ao texto. Depois de ser votada em segundo turno na Câmara, a proposta ainda terá de ser analisada pelo Senado.

Foram oito horas de debates antes da votação. Os partidos de oposição dificultaram a aprovação da matéria, utilizando dispositivos regimentais como a apresentação de requerimentos de retirada da matéria da pauta e o adiamento da votação por diversas sessões, entre outros. Todos os instrumentos utilizados pela oposição tiveram como objetivo obstruir a aprovação da DRU. Foram dezenas de requerimentos apresentados, a maioria rejeitada em votações simbólicas. Poucos tiveram a rejeição em votações nominais.

Praticamente todo o dia de ontem (8) foi destinado a reuniões para buscar um acordo que permitisse a aprovação da PEC sem grandes obstruções. A oposição propôs aos governistas apoiar a votação da prorrogação da DRU por dois anos, em vez dos quatro previstos no texto do governo. O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), foi ao Palácio do Planalto tentar um acordo com o governo, mas não teve sucesso.

Maia voltou para a Câmara e afirmou que o Executivo não aceitou a redução da prorrogação da DRU para dois anos. Segundo ele, a prorrogação por quatro anos é uma demonstração de que o governo tem fôlego para enfrentar os problemas da crise internacional e a aprovação por dois anos  poderia parecer uma fragilidade em relação às perspectivas de crise.

A oposição chegou a anunciar em plenário que aprovaria a prorrogação por dois anos e se comprometeria a votar uma nova prorrogação caso a crise internacional persistisse. Mesmo com a promessa da oposição, os governistas não cederam e mantiveram a proposta do governo de prorrogar a DRU até 2015.

A DRU precisa ser aprovada pela Câmara ainda em segundo turno para ser encaminhada à apreciação do Senado, também em dois turnos, antes do fim deste ano. Para que não haja interrupção nos efeitos do dispositivo, a PEC precisa ser promulgada pelo Congresso antes de 31 de dezembro próximo.   

Pela Constituição, para a aprovação de uma PEC são necessários no mínimo 308 votos favoráveis à proposta, em cada turno de votação na Câmara. Também pelas regras regimentais, a votação do segundo turno deve ocorrer após cinco sessões  da Câmara. No entanto, já há precedente alterando essa regra. Com isso, os governistas querem aprovar um requerimento para quebrar o interstício e possibilitar a votação do segundo turno nesta quarta-feira, para que a PEC seja encaminhada à apreciação do Senado.


Edição: Graça Adjuto

Agência Brasil

Notícias

Crédito com garantia de imóvel atrai tomadores

02/04/2026 Crédito com garantia de imóvel atrai tomadores Embora a modalidade esteja em expansão, ainda há espaço para crescimento, aponta Abecip Conhecido como home equity, o crédito com garantia de imóvel tem sido cada vez mais utilizado no mercado financeiro nacional. Dados da Associação...

Biometria facial não valida empréstimo contratado por incapaz

Aval obrigatório Biometria facial não valida empréstimo contratado por incapaz 27 de março de 2026, 18h57 Segundo Ribas, o denominado “dossiê de contratação” e o comprovante de assinatura eletrônica indicaram apenas a participação direta do homem, sem qualquer demonstração de intervenção de sua...

Comprador herda débitos acumulados em aluguéis após aquisição de imóvel

Herança de dívida Comprador herda débitos acumulados em aluguéis após aquisição de imóvel 21 de março de 2026, 17h45 Segundo o relator, desembargador Ricardo Gomes de Almeida, a previsão de que o vendedor deveria “viabilizar” a transferência não significava responsabilidade exclusiva. Leia em...